NOTAS DE AULA

Produção Cartográfica


Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais – INDE

A Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE), foi instituída em 2008, com o objetivo de:

I - promover o adequado ordenamento na geração, no armazenamento, no acesso, no compartilhamento, na disseminação e no uso dos dados geoespaciais de origem federal, estadual, distrital e municipal, em proveito do desenvolvimento do País;

II - promover a utilização, na produção dos dados geoespaciais pelos órgãos públicos das esferas federal, estadual, distrital e municipal, dos padrões e normas homologados pela Comissão Nacional de Cartografia - CONCAR; e

III - evitar a duplicidade de ações e o desperdício de recursos na obtenção de dados geoespaciais pelos órgãos da administração pública, por meio da divulgação dos metadados relativos a esses dados disponíveis nas entidades e nos órgãos públicos das esferas federal, estadual, distrital e municipal.

Nesse contexto, foram planejadas ações no sentido de consolidar especificações técnicas a serem adotadas pelos produtores de dados geoespaciais. Esta seção tem por objetivo caracterizar a INDE e contextualizar a produção cartográfica às suas demandas.

Referências:

BRASIL. Decreto nº 6.666, de 27 de novembro de 2008 - Institui, no âmbito do Poder Executivo federal, a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais - INDE, e dá outras providências. Brasília, 2008.

CONCAR. Plano de Ação para Implantação da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais. Brasília, 2010. (Acesse)


Produtos Cartográficos

A norma ISO 19131, de 2007, apresenta uma especificação de um produto como uma descrição detalhada de um conjunto de dados, incluindo informações adicionais que permitem a criação, avaliação e utilização deste conjunto de dados.

Esta seção visa apresentar as Especificações Técnicas para Produtos de Conjuntos de Dados Geoespaciais e as implicações desse conteúdo na produção cartográfica. (Notas de aula)

Referências:

DCT, Norma da Especificação Técnica para Produtos de Conjuntos de Dados Geoespaciais (EB80-N-72.001), 2ª Edição. Brasília, 2016. (Acesse)


Aquisição de Dados Geoespaciais Vetoriais

Até o final do século passado, o processo de produção cartográfica tinha por objetivo a obtenção de mapas, cartas ou plantas, visando atender às necessidades dos usuários, e para isso utilizava apenas representações gráficas. Nos referidos produtos cartográficos, os dados geoespaciais relativos a uma feição ficavam limitados à representação de sua geometria e à sua identificação. Assim, na forma mencionada, não havia preocupação com aspectos topológicos dos arquivos digitais, além dos aspectos semânticos ou temporais, dentre outros. Neste contexto, a norma técnica da época, o Manual Técnico T 34-700 de Convenções Cartográficas, 1ª Parte, editado pelo Estado-Maior do Exército (EME, 2000), descrevia os dados geoespaciais, enquanto a 2ª Parte definia a forma de representação dos dados.

Com o advento do geoprocessamento, em especial dos Sistemas de Informações Geográficas (SIG), surgiu a necessidade de se definir regras de aquisição da geometria dos dados geoespaciais e dos atributos correlatos, visando garantir a homogeneização da produção dos dados geoespaciais.

Esta seção visa apresentar as Especificações Técnicas para Aquisição de Dados Geoespaciais Vetoriais e as implicações desse conteúdo na produção cartográfica. (Notas de aula)

Referências:

DCT, Norma da Especificação Técnica para Aquisição de Dados Geoespaciais Vetoriais (EB80-N-72.001), 3ª Edição. Brasília, 2016. (Acesse)

DSG. T34-700. Convenções Cartográficas. (1ª e 2ª partes). Brasília, 1998. (Acesse)

EME, Manual de Campanha C 21-30 - Abreviaturas, Símbolos e Convenções Cartográficas, 4ª Edição. Brasília, 2002. (Acesse)


Avaliação de Qualidade de Dados Geográficos

Mediante à maior facilidade na geração e na disponibilização de dados geográficos, torna-se necessário estabelecer métricas de qualidade desses dados para fins de avaliação por parte dos produtores para fins de controle quanto ao atingimento de especificações e por parte dos usuários para fins de estabelecer metas mínimas de atingimento e para avaliação quanto à adequação dos dados a uma determinada aplicação.

Esta seção visa apresentar as especificações técnicas vigentes para a avaliação de qualidade de dados geográficos. (Notas de aula)

Referências:

BRASIL. Decreto nº 89.817, de 20 de junho de 1984 - Estabelece as Instruções Reguladoras das Normas Técnicas da Cartografia Nacional. Brasília, 1984. (Acesse)

DCT, Norma da Especificação Técnica para Controle de Qualidade de Dados Geoespaciais (EB80-N-72.004), 1ª Edição. Brasília, 2016. (Acesse)

IBGE, Avaliação da qualidade de dados geoespaciais. Rio de Janeiro, 2017. (Acesse)


Perfis de Metadados Geoespaciais Brasileiro – Perfil MGB

De acordo com o decreto que instituiu a INDE, metadados geoespaciais são “conjunto de informações descritivas sobre os dados, incluindo as características do seu levantamento, produção, qualidade e estrutura de armazenamento, essenciais para promover a sua documentação, integração e disponibilização, bem como possibilitar a sua busca e exploração”. Um dos esforços decorrentes da implantação da INDE foi a especificação do Perfil de Metadados Geoespaciais do Brasil (Perfil MGB), que permanece como padrão nacional para documentação de metadados no contexto da INDE.

O objetivo desta seção é apresentar o Perfil MGB e especificações complementares, realçando a importância da geração e disponibilização de metadados no contexto da INDE para produtores e usuários. (Notas de aula)

Referências:

CONCAR. Perfil de Metadados Geoespaciais do Brasil (Perfil MGB). Rio de Janeiro, 2009. (Acesse)

ISO. ISO/TS 19115:2003. Geographic information — Metadata. Genebra, 2003.

ISO. ISO/TS 19139:2007. Geographic information -- Metadata -- XML schema implementation. Genebra, 2007.


Reambulação

A produção de geoinformação depende da aquisição de topônimos e demais atributos que nem sempre podem ser extraídos ou estimados sem inspeção in loco. A fase de reambulação tem por objetivo coletar as informações faltantes ou questionáveis pela inspeção presencial de uma equipe treinada para tal atividade.

Esta seção visa apresentar a metodologia de reambulação adotada pela Diretoria de Serviço Geográfico. As notas de aula foram originalmente elaboradas pelo 5º Centro de Geoinformação, com sutis adaptações para as aulas desta disciplina. (Notas de aula)


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